• Edson Mosquéra

Os ventos sopram para onde o Rio corre

No curso da história moderna, não foram poucas as crises superadas pelo Rio de Janeiro. Sempre frustrando aqueles que apostam contra a Cidade, o Rio provou repetidamente que não há sombra escura o bastante que aplaque o Sol da alvorada - ou de um domingo praiano em Copacabana.


Em 2017, quando as ondas da crise quebraram nas orlas da vocação carioca, demos conta do enorme problema fiscal que assolava a Cidade, situação que não melhorou até esse ano. Agora, às vésperas de superar definitivamente uma pandemia sem precedentes, a história parece retomar o curso natural dos ventos de vanguarda e liberdade que sempre sopraram a favor do Rio.

Emendando boas notícias, a Cidade vem retomando a agenda positiva de desenvolvimento que o carioca há tanto aguarda: segundo dados do Boletim Econômico da Prefeitura, o Rio foi o terceiro município que mais gerou empregos no país, acumulando um saldo de 22 mil postos de trabalho criados no primeiro semestre; na economia, o mercado imobiliário experimenta uma recuperação vigorosa, com as empresas investindo a soma de 5 bilhões de reais no lançamento de novos empreendimentos apenas nos primeiros 6 meses de 2021.


Tudo isso sem poder contar com grandes pilares da economia carioca: a pandemia ainda representa um freio relevante à retomada do turismo e serviços. Em outras palavras: mesmo que já se diga que o Rio voltou ao circuito do desenvolvimento, o melhor ainda está por vir. Há toda uma cadeia produtiva a ser restaurada com o fim da pandemia, e esta – finalmente(!) – parece estar chegando ao fim. É emprego, renda, investimento e novos negócios à espreita da total imunização carreada pela vacina.


Embora não se possa negar as profundas marcas deixadas por cada uma das crises, o Rio prova vez e outra ser capaz de superar todas elas, não deixando dúvidas de sua reinvenção a cada retomada de curso. As cicatrizes legadas por cada tombo, muito mais que flagelos de aparente fracasso, tornam-se brasões vivos e indeléveis de uma Cidade incapaz de se dar por vencida, fadada irremediavelmente a transformar cada desafio em um novo despertar para o futuro.


Se a maré sinaliza o curso do Rio, então é para lá que correm os ventos da prosperidade. O carioca, mais que qualquer um, sabe bem como nadar essa correnteza.


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