• Gabriel Cavalcanti

INVISTA EM REDES SOCIAIS OU DECLARE FALÊNCIA NA PANDEMIA

Pandemia. A palavra que vem atordoando o mundo inteiro há pelo menos um ano. Durante esse período, milhares de negócios estão sentindo a necessidade de se reinventar para conseguirem se manter. E sem dúvidas, a principal alternativa adotada pela maioria dos empresários – se é que algum ainda não a fez – é a migração para o digital.


A lógica é simples: quanto maiores as restrições impostas pelos governos, mais as pessoas ficam em casa. Quanto mais as pessoas ficam em casa, maior é a chance delas usarem a internet. Equação básica: pessoas em casa + acesso à internet = consumo de internet.


Os números não me deixam mentir e eles já vinham se mostrando favoráveis mesmo antes da pandemia: Segundo dados da PNAD Contínua TIC 2018 do IBGE, o número de domicílios com acesso à internet vem aumentando. Em 2017, foram registrados um total de 74,9%, e, em 2018, a porcentagem de domicílios foi para 79,1%. Na área urbana, o percentual foi de 80,2% para 83,8%, e na rural de 41% para 49,2%.


Já durante a pandemia, as redes sociais como Facebook, WhatsApp e Instagram, apresentaram um crescimento de 40% até o momento, segundo a Kantar – marca especializada em pesquisa de mercado. Ou seja, o que já era um mar de oportunidades para as empresas, se bem navegado, ficou ainda melhor.


E o melhor ainda está por vir. Em 2019, as empresas We are Social e Hootsuite, divulgaram um relatório (Digital in 2019) constatando o que os especialistas já sabiam: 66% da população brasileira está ativa nas redes sociais e 89% dos entrevistados afirmaram que, diariamente, buscam por um serviço ou produto pela internet, o que confirma que as redes sociais têm também um cunho comercial.


Então, se por algum motivo, você ainda não entendeu aonde eu quero chegar, vou desenhar aqui: se hoje, a sua empresa não explora o potencial de divulgação e venda das redes sociais, eu diria que ela tem 95% de chances de quebrar. E isso não é um sensacionalismo barato, eu posso provar.


Antes de entrar na Invest.Rio, eu trabalhava como Social Media freelancer desde 2017. Foram 4 anos trabalhando assim e tive vários clientes de diversos segmentos. Um deles, já na época de pandemia, do ramo da alimentação, era administrado por um pai e uma filha que viviam em conflito quando o assunto era investir em redes sociais. Enquanto a moça era super a favor, o patriarca achava desnecessário.


Fechamos um contrato de 3 meses – como um contrato de experiência – com 3 posts por semana, stories e investimento em ADS. No final desse período, o ROI (retorno sobre investimento) da empresa estava em 4. Isso significa que a empresa faturou quatro vezes mais do que investiu em mídias.


Convencido de que o sucesso nas vendas era mérito próprio da qualidade dos produtos, o pai decidiu não renovar o contrato. De mãos atadas, a filha foi obrigada a acatar a escolha do pai. Conclusão: dois meses depois, a moça me ligou propondo um novo contrato, pois o ROI havia chegado a menos de 1, ou seja, prejuízo.


Enfim, engana-se quem pensa que meu objetivo com esse artigo é vender meu peixe de maneira sensacionalista. Minha intenção é provar, com fatos e números, que o mercado digital já é uma realidade mais do que consolidada e muito mais eficiente que o offline. Se eu fosse resumir a mensagem desse texto em uma frase seria: contrate um gestor de tráfego e invista nas redes sociais da sua empresa. Vale muito a pena!

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