A HISTÓRIA POR TRÁS DO WEB SUMMIT RIO



Em novembro de 2020, quando olhei para minha namorada dizendo que traria o Web Summit pro Rio ela achou que eu estava louco. Afinal, não conhecia ninguém que estivesse em contato com o grupo Web Summit. Para piorar, na época não tinha nem o cargo de CEO na Invest Rio e muito menos trabalhava para a prefeitura. Sentados num Starbucks eu lia o twitt do Paddy Cosgrave desafiando a cidade do Rio a manifestar interesse pelo evento. A partir dali, minha cabeça já estava a mil por hora, pensando nas conexões possíveis.


Com essa ideia, fiz o que sempre gostei de fazer na vida: encontrar as pessoas certas para me ajudarem a atingir um objetivo. A primeira coisa foi pedir ao Chicão Bulhões - na época Deputado Estadual - que falasse ao recém eleito Eduardo Paes para aceitar aquele desafio

Algumas pesquisas no LinkedIn depois, descobri que certas pessoas haviam estado com um Diretor do Grupo no Brasil. Entre elas, um nome se destacava: Guilherme Carames. Após alguns telefonemas, tinha uma certeza: precisava conquistar a adesão do Guilherme. Nos falamos, e 30 minutos depois para convidei-o a vir fazer parte do time da Invest Rio, mesmo ele já estando de malas prontas para Portugal. E ele foi peça fundamental para a conquista que viria a seguir.


Começava o ano de 2021 e, com as portas agora abertas, através de uma série de vídeo calls, durante meses discutimos valores, risco cambial, uso de recursos públicos, prazo de contrato, risco político. Não foi fácil! O guardião desse portão era o Vice-Presidente Global Artur Pereira, uma pessoa que defendia com unhas e dentes toda a história, qualidade e seriedade desse evento. Para dificultar as coisas, a Covid 19 nos obrigou a empurrar a possível data do evento de 2022 para 2023.


Em novembro do ano passado, numa rara janela de oportunidade, fomos convidados à Lisboa para o Web Summit. Nossa delegação tinha apenas quatro pessoas: o Prefeito Eduardo Paes, o então Secretário de Desenvolvimento Econômico , Chicão Bulhões, o Gerente de Inovação, Guilherme Carames e eu.


Nesse texto, não cabe o tanto que o evento impressiona. Quando terminou a visita, ví nos olhos do Prefeito a mesma energia que nos motivou durante todo o tempo de negociações.

“ Stallone, esse evento será no Rio”, disse ele com convicção.


Algumas semanas depois, receberíamos Paddy, Craig e Artur para 3 dias na cidade maravilhosa. Agora, jogando em nosso campo, não pouparíamos esforços para mostrar todo o nosso potencial. Ao estilo Tim Maia, “ do Leme ao Pontal”, visitamos todos os cantos. Do Museu do Amanhã ao Rio Centro, pelo mar e pelo ar, sem esquecer das nossas praias. Numa partida histórica nas areais de Copacabana, um gringo irlandês vencia um jogo de beach tennis, com aquela sensação que todo carioca tem: que lugar mágico!


De volta, com a sensação de dever cumprido, sentíamos que não havia mais nada a fazer. O grupo Web Summit já tinha a proposta na mesa, já havia visitado a cidade e, agora, a bola estava na quadra deles.


Foram alguns meses de espera, até o Artur telefonar informando que o Rio havia vencido a disputa. Olhando para trás, a caminhada foi longa e cheia de altos e baixos, mas poucas coisas na vida são mais recompensadoras do que conseguir tirar uma ideia da cabeça e torná-la realidade.


Quando entrei para comandar a Invest Rio junto ao nosso time de craques, dizia: estamos aqui para deixar um legado. E agora, estamos orgulhosos em poder dizer: o Web Summit é carioca!


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